Modelos novos demora muito a surgir no Brasil
Acima, projeção que mostra o que seria a picape Sandero para o Brasil
É curioso notar, às vezes, o avanço da indústria automotiva brasileira. Sobretudo quando o assunto é renovação de linhas, parece que estamos mais em movimento estacionário do que em evolução. Apesar de ocuparmos o quarto posto mundial em vendas de automóveis, estamos entre os países onde o consumidor paga mais caro por um carro zero, isso se não ocuparmos o nada glorioso topo da lista.
Também devemos liderar outro ranking inglório, o de país relevante que mais tem de aguardar para ter novidades, sobretudo nos segmentos mais populares, aqui o chamado tempo de amadurecimento de um modelo é estendido até a exaustão e muita gente, seja consumidor ou “do meio”, ainda acha isso normal. Esperamos tanto que, muitas vezes, os boatos ou avisos de chegada vem de fora, de países com relevância automotiva muito inferior ao nosso.
A reclamação vale para todo o segmento popular, o mais rentável do país, mas vamos tomar alguns exemplos concretos: A Chevrolet, depois de lançar a linha 2012 da dupla Celta/Prisma com dez meses de antecipação e quase nenhuma mudança, faz uma espécie de xepa do estoque de 2011 com descontos enormes.
Novidade, de verdade, só quando a linha morrer em 2013/2014 (por força da obrigatoriedade de airbags e freios com ABS) para dar espaço ao tal projeto Onix, que deve corresponder a uma versão simplificada do atual Spark, compacto com motor de 1,2 litro e 81 cv criado na Ásia e que já roda na Europa além de, pasme, preparar sua chegada imediata para o Mercosul (onde gerações anteriores sempre rodaram), exceto Brasil. O mesmo pode ser dito da Fiat, com seu Mille trintão (fará jus ao título em 2013, se o novo projeto City Car, que prevê um modelo popular a ser fabricado no Nordeste.
(abaixo) para suceder Celta/Prisma no Brasil, mas só em 2013. No resto do Mercosul, modelo é o lançamento do verão 2011. A justificativa é sempre a mesma: os modelos são sucesso de público. Não será por falta de opção? E se for mesmo questão de sucesso, o que dizer do movimento mais adiantado (o que não quer dizer mais rápido) que levará à substituição até o início do segundo semestre do Vectra pelo Cruze, no caso da GM.
A Renault nacional estaria disposta a produzir uma picape derivada de um de seus carros compactos, para encarar (e dividir a glória) de modelos como Fiat Strada, Volkswagen Saveiro e outros. Uma escolha lógica, e mais barata, seria a já existente (na Europa) picape do Logan. Mas os sérvios apontam que o escolhido para o nosso mercado seria o Sandero. Só parecem dar bola fora ao dizer que o modelo contaria com motor de 2,0 litros e 140 cv e transmissão automática.
O certo é que a Renault, que trouxe o excepcional Fluence para o segmento do andar de cima (no lugar do Mégane), também está disposta a esticar a linha do pavimento térreo até onde der, ainda, um novo Sandero (novo em termos, já que deve ter apenas mudanças externas, já apontadas por um conceito no último Salão do Automóvel de São Paulo) só deve pintar por aqui ao final de 2012, após figurar na Europa Oriental. Claro, se o mundo não acabar antes, conforme acreditavam os Maias.





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